domingo, 21 de outubro de 2012
Minha filha
Ai ai meu Deus! Quantas vezes vou ter que ler esse boletim de notas tão vermelhas da minha filha caçula? Já expliquei que tem que estudar. Já paguei professor particular, já sentei tantas vezes com ela para estudarmos juntas todas aquelas matérias de colégio que eu nem lembrava mais e tive que fazer um esforço enorme para não demonstrar que não lembrava mais como eram as fórmulas matemáticas, de física e química que eu também não gostava de estudar. Mas isso ela jamais poderá saber. Antes tenho que mostrar a importância de saber essas bases da vida.
Teve um tempo que pensávamos que eram problemas de visão. Ela sempre chegava em casa com um caderno praticamente rabiscado e com letras ilegíveis. Até que descobrimos que era mesmo problema de visão. Aí fomos a vários oftalmologistas, oculistas e todos médicos relacionados. Descobrimos o que era e ela começou a usar óculos. Só que não se adaptava bem e passou a usar lentes de contato. Que ajudaram muito a se adaptar a um mundo com mais cores e mais definido.
Só que as notas do colégio continuaram praticamente as mesmas. Não percebia nela um esforço em mudar tudo isso. Em troca ela me perguntava: por quê estudar tanto se isso não faz parte da realidade. Como que não? E seus argumentos eram sempre mais fortes que os meus. Eu acabava aceitando que ela tinha razão, mas tentava explicar que essas bases no futuro podem servir de grande inspiração para um trabalho ou mesmo uma criação. Para gerar um novo mundo a gente tem que conhecer bem o que tem na mão e isso era o que ela não entendia.
Até que começou a namorar um biólogo que com seu amor pela natureza e pelos mistérios do mundo, conseguiu implantar nela uma curiosidade incrível do que acontecia no mundo.
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